As prefeituras paraibanas têm até este sábado para demitir 28.885 servidores contratados sem concurso nos 223 municípios paraibanos
Mesmo diante das declarações do procurador geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro, de que o prazo para as prefeituras demitirem os servidores contratos não será prorrogado, o presidente da Famup, Buba Germano, só deve se pronunciar sobre o fato quando a decisão definitiva do Ministério Público for oficializada à entidade. Os prefeitos só têm até hoje (31) para exonerar os seus servidores e alguns deles já revelaram que devem parar de funcionar por causa da medida.
A reportagem do portal tentou, durante todo o dia, falar com os presidentes da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) e da União Brasileira dos Municípios (Ubam), respectivamente, Buba Germano e Leonardo Santana, para que eles expusessem seus posicionamentos, mas não obteve êxito.
Em contato com o portal, o secretário executivo da Famup, Anderson Pereira, informou que a entidade encaminhou ao Ministério Público um oficio solicitando a prorrogação do prazo e que ainda não recebeu resposta oficial.
Segundo Anderson, Buba Germano “somente tomou conhecimento da não prorrogação do prazo, por parte do Ministério Público, pela imprensa e até o momento não recebeu resposta da solicitação da entidade para que esse prazo fosse ampliado. Desse modo o presidente disse que só deve se pronunciar quando tiver uma resposta oficial do MP sobre a sua decisão”.
As prefeituras paraibanas têm até este sábado para demitir 28.885 servidores contratados sem concurso nos 223 municípios paraibanos, de acordo com levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Entre as dez cidades com maior número de contratações está a capital, João Pessoa, com 8.159 comissionados. A cidade é seguida por Patos (1.342), Cabedelo (1.204), Bayeux (990), Piancó (567), Campina Grande (483), Queimadas (463), Alhandra (463), Conceição (453) e Ingá (405). O relatório inclui também uma lista com 63 servidores na mesma situação mantidos por Câmaras Municipais, que ainda não são alvo de fiscalizações.
pol.pb